quinta-feira, 16 de abril de 2009

Circo Real

O circo não é mesmo a lona,
nem é mesmo o mastro principal.
É o Caos com sétima e nona
de um acorde tão fundamental.

É fuga do velho e do novo,
esperança de muitos alguéns.
Traz brilho aos olhos do povo
e costura trapos dos reféns.

Ilusão que vem do distante
momento interno do louco
que, vendo-se muito falante,
na platéia cala-se um pouco.

Então circo é mesmo de quem faz
e também de quem quer ver fazer...
Segue o misto de tensão e de paz,
é pra dor e também pro prazer

É área do equilibrista,
do bêbado cantando refrão
aos ouvidos dum jornalista
que escreve as matérias em vão.

Enfim, é o circo uma arena
onde todos podem apresentar
coisa grande, coisa pequena...
Importante mesmo é estar lá.
___
Impulsionado pela poesia "Circo de Rerrir" de Rodrigo Sestrem.

7 comentários:

Rodrigo Sestrem disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Ana Carolina disse...

Adorei, o enredo flui levemente, e é dotado de muita perspicácia e veracidade...Próprios de um poeta sensível e talentoso, atento às figuras do povo, proclamando a nossa rica e, ao mesmo tempo, tão ingênua cultura...rs

Um beijo de uma querida,

Carol.

Rodrigo Sestrem disse...

E assim, completa-se a trilogia circense dos irmãos poetas...
os palhaços que sonharam, equilibraram o sonho, deixaram cair, mas antes de chegar no chão, num movimento de varinha de condão, ergueram o sonho no ar novamente... domaram as feras do despertar, mas, no final, acordaram. Depois de Desrir e Rerrir, depois de tudo, acabaram descobrindo que a realidade, no final das contas, também é sonhada... simplesmente...

Abração, irmão!
Estamos juntos!
Rumo à próxima Trilogia!

Lydhia Goes disse...

Você pediu então ta aí...

Após ler os dois, me senti obrigada a ler o de Rodrigo também (mesmo não o conhecendo), adorei todos. Como não sou poeta como vocês vou tentar transcrever o que senti..

Quando penso em circo, só me vem a cabeça o Cirque du Soleil, a magia o encando, o arrepio, a emoção. Sim emoção. Fiquei emocionada a ler tudo isso. Quem somos nós senão palhaços, tentando fazer a vida mais colorida? Fazemos rir, rimos, fazemos chorar, choramos... Enfim paricipamos deste gigante circo que é a vida.

Era isso, claro que nem sequer se aproxima ao que vocês escrevem, mas é com carinho.

Beijo grande no coração Lindinho!!

Anônimo disse...

Achei muito lindo....
leve e grcioso

Sara

Anônimo disse...

Nâo importa se é vida de bêbado ou de equilibrista, no fim somos todos artistas de uma vida real, com ou sem inferno astral.

E você meu poeta lindo com seus textos será sempre uma aurora boreal nesse céu austral

beijos
i.

Raiça Bomfim disse...

Lindo, muito lindo!