segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Escrever

Penso sobre este meu ato de escrever
e não vou muito longe no devaneio,
não há coisa tanta que traga receio,
mas, devaneando, posso então me entreter.

E até me lanço, buscando assunto...
É tanto motivo que nem posso contar.
Faço a coisa sair e desembaraçar,
pois, em tudo que é pouco, muito há junto.

O vento passante me conta histórias,
não são diferentes os gritos lá da rua.
Escrevendo, portanto, esta coisa mais nua,
deixo registradas as minhas memórias.

5 comentários:

Anônimo disse...

Que lindo... é sutíl e vivo, profundo e despretencioso...

parece com o livro das linhagens que estou lendo para entender tantos outros.

Forte e claro acesso a sí mesmo.

Minha Terra

Victor disse...

Ah, mas tem momentos onde nem as palavras são fáceis de liberar o pensamento, onde nem a abstração do nosso interior ganha espaço nas formas do nosso dia, ruas, prédios, pessoas e formalidades...

Anônimo disse...

É verdade, há momentos que as palavras não libera o pensamento com tanta facilidade, mas é lindo e muitas vezes emocionante, ver palavras belas, suaves e fortes, poucas e muitas, se unindo para formar pensamentos, poesias, contos e uma infinidade de coisas que só os mais sensíveis conseguem
expressar com tanta autonomia.
Adoro sua escrita!

Beijinho,

Lana!

Nanci Cerqueira disse...

Fantásticas palavras, sentimentos transbordam, nos atingindo com a flecha do teu pensar!

Parabéns Soluz... parabéns!

Bjs na tua alma bonita

Ludmilla Mattos Pinheiro de Souza disse...

você é bem excentrico...
adoro isso, muito bom!